Helena Halevy, 59 anos, voltava de uma festa acompanhada do marido israelense |
» Brasileira não temia atentados em Israel, diz sobrinha
Eles ofereceram carona a três pessoas, entre elas um suicida palestino, disfarçado de religioso judeu, que detonou explosivos junto ao corpo. Além do casal, dois jovens israelenses morreram no atentado, ocorrido na entrada do assentamento de Kedumim, onde a brasileira vivia. O Ministério das Relações Exteriores ainda não recebeu comunicado sobre a morte da brasileira.
As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligadas à facção Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, assumiu a autoria do atentado, dizendo ser em retaliação a ataques israelenses.
A brasileira nasceu no Rio de Janeiro e foi morar em Israel aos 18 anos. Ela vivia com o marido, Rafi, na colônia judaica. Helena trabalhava com crianças portadoras de deficiência em uma creche no local.
A família da brasileira embarca hoje para Israel para o enterro, programado para o domingo. O corpo será sepultado no assentamento de Kedumin.
A imprensa israelense noticiou o atentado suicida, o primeiro em dois meses, sem mencionar a nacionalidade brasileira de Helena. Segundo o site do jornal Haaretz, os médicos não puderam se aproximar do carro logo após a explosão, pois o incêndio provocado durou cerca de uma hora.
Redação Terra