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PSDB barra CPI para investigar Nossa Caixa

29 de março de 2006 03h41 atualizado às 05h32

Parlamentares do PSDB e da base de sustentação do governador paulista, o pré-candidato tucano à Presidência Geraldo Alckmin, impediram ontem a abertura de uma CPI para investigar as denúncias de irregularidades no banco estatal Nossa Caixa.

O pedido de abertura da comissão parlamentar de inquérito na Assembléia Legislativa de São Paulo partiu do líder do PT, deputado Enio Tatto - que também solicitou a convocação de quatro pessoas suspeitas de envolvimentos em fraudes do banco - entre elas Roger Ferreira, agora ex-assessor especial de Comunicação de Alckmin. Ferreira pediu demissão na segunda-feira por conta das denúncias.

Dos 14 presentes à reunião de líderes feita ontem para deliberar sobre o pedido de abertura da CPI, 10 votaram contra e três se ausentaram (deputados do PRN, PCdoB e PSC - partidos da base aliada). Apenas Tatto votou a favor da instalação da CPI.

Os deputados governistas também retringiram a Comissão de Fiscalização e Controle da Assembléia a solicitar apenas os dados envolvendo contratos publicitários da Nossa Caixa que já constam de investigação do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União (TCU).

O líder petista denunciou suposta "operação abafa" dos aliados de Alckmin para evitar a criação da CPI e acusou "blidagem" do governador, afirmando que nenhum dos 69 pedidos de instalação de comissões parlamentares para investigá-lo foi aprovado até hoje.

"Essa foi mais uma CPI das 69 que não deixam instalar pela blindagem em torno do Geraldo Alckmin. É uma blindagem completa orientada pelo Executivo, que prega - mas não cumpre - a lavagem ética", protestou Enio Tatto.

O líder do governo na Casa, deputado Edson Aparecido, negou qualquer "operação abafa" e disse que a iniciativa petista tem caráter eleitoral. "O PT, evidentemente, quer jogar tudo na mesma vala que a deles", disse.

De acordo com investigações do Ministério Público de São Paulo, há ilegalidade na intermediação de verbas publicitárias da Nossa Caixa para favorecer aliados do governo.

Redação Terra