O ex-ministro Tarso Genro deve assumir a Defesa, no lugar do vice José Alencar, segundo dois auxiliares de Lula. E pelo menos mais seis substituições têm de ser feitas até sexta, para obedecer o prazo legal.
Lula mantém suspense quanto à saída do ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, pré-candidato ao governo da Bahia.
"Há dois dias o presidente me disse que não queria minha saída, mas ele sabe que sou candidato na Bahia", disse Wagner a jornalistas.
Confirmada a saída de Wagner, o Ministério das Relações Institucionais poderá ser extinto, como Lula chegou a cogitar na reforma de julho do ano passado.
Ex-ministro da Educação e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso foi convidado por Lula para voltar ao governo em janeiro, sem lugar definido.
O presidente recebeu a sugestão de deslocar o ministro Marcio Thomaz Bastos para a Defesa e substituí-lo por Tarso Genro na Justiça. Depois da cerimônia de posse do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lula chamou Tarso Genro para uma conversa com o vice José Alencar, indicando que seu destino deve ser mesmo a Defesa.
PMDB e PL
O ministro da Saúde. Saraiva Felipe, confirmou que vai disputar a reeleição para a Câmara, mas disse que não está participando de articulações para que o partido mantenha o controle da pasta.
Já o ministro das Comunicações, Hélio Costa, também do PMDB, confirmou que permanece no cargo e disse que o partido poderia indicar um deputado para o Ministério dos Transportes, compensando a perda da Saúde.
O atual ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, do PL, vai disputar uma cadeira no Senado pelo Amazonas. Seu partido foi um dos mais atingidos pelo escândalo do mensalão e terá dificuldades em indicar um substituto.
Até sexta-feira, para cumprir a lei eleitoral, vão renunciar os ministros Ciro Gomes (Integração Nacional), Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esportes) e José Fritsch (Pesca).
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.