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Atualizada às 08h24
O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga o suposto suicídio do estudante Daniel Batista Lopes, encontrado enforcado no quintal de casa, na Ponte da Saudade, periferia de Nova Friburgo, na Baixada Fluminense, em junho de 2004. O caso atrai as atenções da cidade por conta do envolvimento de Lopes com rituais de culto ao demônio e vampirismo.
"Não posso denunciar o demônio", pondera a promotora de Investigação Penal de Nova Friburgo, Simone Gomes de Souza, depois de se debruçar sobre o inquérito. "Trabalho com o concreto", avisa, sem deixar de elogiar a qualidade da pesquisa sobre vampirismo, magia negra e satanismo no documento - a maior parte elaborada pelo inspetor Mauro Iglesias Guimarães, transferido na semana passada da 151ª DP (Nova Friburgo). Até o momento, não há provas para se incriminar alguém por indução ao suicídio.
O que se investiga é se Daniel se matou ou foi induzido ao suicídio. A pena para quem instiga alguém à morte varia entre dois e seis anos. As investigações ganharam corpo ao mergulhar no misterioso mundo freqüentado por Daniel e sua turma. Eram mais de 30 jovens que andavam de preto, usavam piercing e cultuavam o diabo.
"Vi Daniel cortar o braço de uma colega, com o consentimento dela, e chupar-lhe o sangue", diz um jovem, que presenciou três reuniões, nas ruínas de centro de Umbanda, no meio do mato. O encontro era temperado com muito sexo, admitindo-se o bissexualismo, e o uso de maconha. O grupo se intitulava Clã dos Vampiros.
O Dia
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