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PF destrói parte de mercadorias de Law Kin Chong

20 de março de 2006 16h46

A Polícia Federal destruiu na manhã de hoje parte das mercadorias aprendidas nas operações Shogun, Capela, Netuno e Crepúsculo, nos depósitos de Law Kin Chong e sua esposa Miriam Law. As mercadorias, avaliadas em torno de R$ 112 milhões, são resultado de contrabando, falsificação e descaminho realizadas pelo empresário chinês e seus familiares.

Entre os produtos apreendidos estão 90 toneladas de relógios falsificados, 18,5 milhões de unidades de CDs e DVDs, 141 mil caixas de produtos de beleza e maquiagem com prazo de validade adulterados, mais de um milhão de pares de óculos, entre outros itens.

As invetigações da Polícia Federal tiveram início em junho de 2004. Além dos mandados de prisão contra Law Kin Chong, seus familiares e outros envolvidos, e dos mandados de busca e apreensão em shoppings, depósitos de produtos contrabandeados e falsificados, a Justiça Federal determinou o seqüestro de três imóveis usados pela organizaçãos: um conjunto de galpões localizado no bairro do Brás, o prédio onde está instalado o Shopping Mundo Oriental, na rua 25 de Março, e um edifício na Rua do Pari.

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que participou da solenidade de destruição dos produtos, afirmou que uma ação como essa realizada pela Polícia Federal é muito importante dentro de um conjunto de ações. "Porque o que nós estamos fazendo é trabalhar no sentido de criar uma cultura de que 'pirata, tô fora'". O produto pirata tem muita aparência de sedução por ser mais barato, mais gostoso e gerar empregos".

Ele observou que ao entrar em um dos galpões onde era armazenada a mercadoria falsificada percebe-se que não há empregos gerados no Brasil e sim em outros países. "Isso aí é industrial, isso aí é um trabalho que não tem nada a ver com a ponta, é um trabalho transnacional de modo que esse combate tem que ser feito em muitos planos".

Segundo o ministro, o Conselho Nacional Contra a Pirataria foi criado para isso e está investindo em campanhas educativas para conscientizar a população sobre as desvantagens de consumir produtos falsificados ou contrabandeados.

De acordo com Thomaz Bastos, a Polícia Federal aumentou em 30 vezes o número de ações contra a pirataria. "Esse é um trabalho grande, mas que tem que chegar na criação de uma cultura de que não dá para comprar produto pirata, porque ele é ruim prejudica seriamente o Brasil, e você está alimentando o crime organizado".

Mesmo com as críticas aos produtos falsificados, o ministro admitiu que é difícil conscientizar a população diante de preços tão abaixo do mercado formal. "É barato porque é falso, porque não dura, porque rasga, porque dá dor de cabeça. Produto pirata não tem nenhuma vantagem a não ser a ilusão".

O ministro reforçou a existência de um trabalho do Conselho Nacional contra a Pirataria para dar estímulos fiscais para as indústrias começarem a fabricar linhas mais baratas de produtos para combater a mercadoria falsificada.

"A pirataria causa um mal tão grande para o Brasil que é preciso ser combatido com tanto rigor como se combate o tráfico de drogas, de armas, o crime organizado, porque é tudo a mesma coisa. As coisas interagem. Ninguém faz só pirataria". Bastos enfatizou a possibilidade da cobrança de menos impostos e disse reconhecer que os produtos verdadeiros são mais caros.

Agência Brasil