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 Mulher na Casa Militar de SP irrita coronéis
17 de março de 2006 06h41 atualizado às 06h54

Muitos dos 56 oficiais coronéis da Polícia Militar preteridos com a indicação da coronel Fátima Ramos Dutra, para chefiar a Casa Militar do governo paulista, estão indignados com a indicação do governador de São Paulo e candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin. Ele escolheu, no último dia 8 de março, pela primeira vez na história, uma mulher, a coronel Fátima Ramos Dutra, para chefiar a Casa Militar.

Uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa foi convocada na quarta-feira para debater a constitucionalidade da indicação, informou o jornal Folha de S.Paulo "É inconstitucional", diz o presidente da comissão, o deputado Afanasio Jazadji, do PFL.

Procurada no Palácio dos Bandeirantes, a nova chefe da Casa Militar não quis dar entrevistas ontem.

Diz o artigo 141 da Constituição paulista: "O chefe da Casa Militar será escolhido pelo governador entre oficiais da ativa, ocupantes do último posto do quadro de oficiais policiais militares". "Ela é do quadro de oficiais policiais femininos, não pertence ao quadro de oficiais da PM, como exige a Constituição", diz Jazadji.

As carreiras de oficial PM e de oficial policial feminino são separadas. Mesmo que obtenha a patente de coronel, uma mulher pela Constituição estadual vigente não pode aspirar a ocupar a chefia da Casa Militar nem exercer o comando geral da PM, prerrogativas dos oficiais do quadro masculino da corporação.

Redação Terra