Funcionária confirma subfaturamento para Daslu

16 de março de 2006 • 05h44 • atualizado às 05h44

Durante depoimento prestado ontem à Justiça Federal, a chefe de importação da trading Kinsberg, que prestava serviços a loja de artigos de luxo Daslu, afirmou que subfaturava notas de produtos importados depois revendidos pela grife, investigada crimes de fraude e sonegação de impostos.

A depoente, que falou como testemunha de acusação no processo movido contra Daslu, Kinsberg e outras três importadoras - Multimport, By Brasil e Todos os Santos -, não teve a identidade revelada. Anteontem, uma ex-gerente da Klinsberg afirmou, na 2ª Vara Federal de Guarulhos (SP), que a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, participava diretamente das operações ilegais para reduzir a carga tributária da loja. Eliana nega todas as acusações.

De acordo com a rádio CBN, a chefe de importação declarou que as notas verdadeiras, emitidas pelos exportadores, eram trocadas pelas faturas subfaturadas, por ordem do proprietário da Kinberg, André de Moura Beukers.

O processo é decorrente da Operação Narciso, que levou, em julho do ano passado, à detenção de Eliana por 12 horas. Seu irmão e sócio, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, permaneceu detido por cinco dias.

Redação Terra
 
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