Fechar o cerco nas áreas com maior possibilidade de encontrar o armamento roubado é a nova estratégia, feita com base no cruzamento de informações colhidas no Inquérito Policial Militar (IPM), no Disque-Denúncia (2253-1177) e nos levantamentos da Força-Tarefa que apóia a investigação. A tática começou a ser utilizada na sexta-feira.
"Primeiro fizemos uma ocupação maciça, agora as ações serão mais direcionadas e pontuais", disse o assessor do Comando Militar do Leste (CML), tenente-coronel Munir Il Mohi. Os comandantes das tropas apostam no sucesso da asfixia nos morros, o que estaria provocando cansaço físico dos bandidos, principalmente no Morro Providência, onde foram registrados os maiores confrontos.
Em outros locais, como o Morro do Dendê e parte da Maré, tropas estão sendo retiradas aos poucos.
Segundo o delegado Carlos Oliveira, titular da Delegacia de Armas e Explosivos (Drae), nos últimos anos a oferta de armas pesadas diminuiu, fazendo com que o preço ficasse alto para os criminosos. "Um fuzil passou de R$ 5 mil para R$ 25 mil, um valor que eles não querem pagar." Por isso, os bandidos estão recorrendo a armas artesanais, ou ao ataque a quartéis.

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