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Cerca de 2 mil mulheres da Via Campesina invadiram na madrugada de hoje o horto florestal da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro (RS). Segundo o movimento, a ocupação tem o objetivo de denunciar as conseqüências sociais e ambientais do avanço da invasão do deserto verde criado pelo monocultivo de eucaliptos.
"Somos contra os desertos verdes, as enormes plantações de eucalipto, acácia e pinus para celulose, que cobrem milhares de hectares no Brasil e na América Latina. Onde o deserto verde avança a biodiversidade é destruída, os solos deterioram, os rios secam, sem contar a enorme poluição gerada pelas fábricas de celulose que contaminam o ar, as águas e ameaçam a saúde humana", afirmam as mulheres em manifesto da Via Campesina.
De acordo com as mulheres da Via Campesina, elas também protestam em solidariedade aos povos indígenas que tiveram suas terras invadidas no Espírito Santo.
A Via Campesina é um movimento internacional que coordena organizações camponesas de pequenos e médios agricultores, trabalhadores agrícolas, mulheres rurais e comunidades indígenas e negras da Ásia, África, América e Europa. Uma das principais políticas da Via Campesina é a defesa da soberania alimentar - direito dos povos de decidir sobre sua própria política agrícola e alimentar.
A mobilização marca o Dia Internacional da Mulher. "Neste 8 de março, nos solidarizamos com as mulheres camponesas e com as trabalhadoras urbanas de todo o mundo, que sofrem com as várias formas de violência impostas por esta sociedade capitalista e patriarcal".
Após a mobilização na Aracruz, as mulheres da Via Campesina se unem à marcha do Dia Internacional da Mulher, que começa às 10h, em Porto Alegre.
Redação Terra
Mulheres com bandanas roxas invadem a plantação
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