Alckmin recomenda sandálias da humildade ao PT

14 de fevereiro de 2006 • 12h44 • atualizado às 15h48

Pré-candidato do PSDB à presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira que o crescimento de Lula na pesquisa eleitoral promovida pelo instituto CNT-Sensus acontece por conta da superexposição do presidente na mídia.

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    "Pesquisas têm que ser recebidas com humildade. Já vi muita gente perder eleição porque colocou salto alto. Sandália da Humildade para todo mundo", disse o governador.

    A nova pesquisa CNT-Sensus divulgada hoje mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria o prefeito de São Paulo José Serra em um possível segundo turno nas eleições presidenciais. Lula ficaria dez pontos à frente, com 47,6%, e Serra com 37,6%.

    Em um segundo turno entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e Lula, a vantagem do petista seria maior, com 51,3% dos votos contra 29,7% do candidato do PSDB. Indecisos, brancos e nulos alcançam 19,1%.

    Após a divulgação dos números, o PSDB informou que o resultado não muda em nada o processo de escolha do seu candidato à disputa da presidência da República.

    Alckmin disse ainda que vê com otimismo e humildade a ligeira alta de seu desempenho. "Recebo com otimismo porque estou fora dos meios de comunicação, não tenho acesso aos meios de massa", disse Alckmin. Ele apontou situação oposta para Lula. "O presidente tem essa exposição enorme. Hoje é um verdadeiro monólogo, uma coisa de publicidade muito grande", afirmou.

    O governador, que fez as declarações após assinatura para fabricação de trens do transporte metropolitano, disse que está "muito satisfeito" porque previa começar com índices entre 6% e 8% na preferências do eleitorado.

    O deputado federal José Carlos Aleluia (PFL-BA) desqualifica o valor da pesquisa. "Neste momento, as pesquisas são feitas para atender o rei. Ele tem o poder econômico nas mãos. O Estado tem cerca de 40% do PIB nas mãos."

    Mesmo com o salto de Lula na pesquisa, Alckmin diz que o presidente terá dificuldades para conseguir a reeleição. "Não acho fácil a reeleição do presidente. Acho que já tivemos quatro anos muito sofríveis", ponderou.

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