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Lula diz que governará até o limite da lei

13 de fevereiro de 2006 23h25 atualizado em 14 de fevereiro de 2006 às 08h53

Lula e Marisa cumprimentam militantes do partido. Foto: Reuters

Lula e Marisa cumprimentam militantes do partido
Foto: Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar nesta segunda-feira, em seu discurso na festa de aniversário de 26 anos do PT, em Brasília, que não falará sobre a sua candidatura agora. Para Lula, o PT demorou muito para chegar onde está e por isso vai aproveitar "todo o tempo do mundo" para fazer o melhor governo possível.

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    O presidente disse que continuará visitando o País e inaugurando obras, "governando do jeito que tem que governar". "Não tem por que o PT decidir se vai ter candidato agora ou não. O PT está investigando o quadro político. Não posso deixar de governar para entrar em uma campanha que só os adversários querem que eu entre. Vou caminhar até o limite da lei", disse.

    Lula conclamou a militância a reconhecer os erros da legenda e aconselhou-a a se preparar para a disputa eleitoral deste ano. Lula falou por cerca de 20 minutos e foi aplaudido mais de 10 vezes durante o discurso. Antes de subir no palco, o mestre de cerimônias o chamou de "atual e futuro presidente da República".

    Sem rancor daqueles que "fraquejaram"
    Ao se referir à crise política que assolou o governo e o PT, Lula definiu os erros cometidos pelo partido como "tropeços" e justificou afirmando que "errar é humano". Sem citar nomes, o presidente falou nos companheiros de partido que "fraquejaram".

    Quatro dos pivôs do escândalo do mensalão - o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário do partido Silvio Pereira - não compareceram à festa.

    "Alguns pararam pelo meio do caminho, porque nem todo mundo consegue fazer a travessia que se propõe a fazer. Tem gente que fraqueja no meio, tem gente que se cansa ou tem gente que não tem coragem de chegar do outro lado da travessia. A esses nenhum rancor, a esses nenhum ressentimento, apenas o agradecimento pelo tempo que estiveram conosco", declarou o presidente.

    Pedra no caminho
    Lula comparou a crise política que atingiu em cheio o PT com o jogo entre Santos e Corinthians no domingo, pelo campeonato Paulista. De acordo com o presidente, corintiano fanático, o Santos foi uma "pedra" no caminho do Corinthians. "Assim como na política, tem sempre alguém querendo colocar uma pedra no nosso caminho", disse Lula.

    Segundo ele, todos pensaram que o Corinthians ia ganhar, pois teria o melhor time. Mas o Santos, mesmo com um jogador a menos, conseguiu a vitória com um único chute a gol e finalizou a partida em 1 a 0.

    No final do discurso, os petistas cantaram parabéns para o PT, com um bolo de aniversário decorado com o logo em comemoração aos 26 anos do PT, criado por Ziraldo. Ao final, Lula foi embora e não esperou o jantar. O presidente saiu sem falar com os jornalistas.

    "Cassáveis" comparecem
    Os deputados federais petistas João Paulo Cunha, Professor Luizinho e José Mentor, que enfrentam processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara devido às denúncias de caixa dois, se fizeram presentes na festa, bem como a grande maioria dos ministros petistas.

    Compareceram ao jantar comemorativo os titulares das pastas da Fazenda, Antonio Palocci; das Relações Institucionais, Jaques Wagner; da Casa Civil, Dilma Rousseff; e do Planejamento, Paulo Bernardo. O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, também participou da festa.

    Os pré-candidatos ao governo de São Paulo - a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy e o senador Aloizio Mercadante - também compareceram à festa, em aberta campanha pela indicação do partido.

  • Redação Terra