Pai de criação de Roberta processa Vilma Martins

14 de fevereiro de 2003 • 14h08 • atualizado às 14h08
Roberta se encontrou com sua mãe biológica após 24 anos de separação Foto: Hoje em Dia
Roberta se encontrou com sua mãe biológica após 24 anos de separação
14 de fevereiro de 2003
Foto: Hoje em Dia

O fazendeiro Jamal Rassi, que acreditava ser o pai de Roberta Jamilly, irmã de criação do garoto Pedrinho, está processando Vilma Martins e pede indenização por danos morais e materiais. Sua advogada diz que ele foi forçado a sustentar a filha que Vilma dizia ser dele.

Quarta-feira a polícia divulgou o resultado do exame de DNA realizado com a saliva de Roberta, comprovando que a jovem não é filha de Vilma Costa. Vilma também é acusada do seqüestro de Pedrinho.

Antônio Gonçalves, delegado responsável pelo inquérito, confirmou que Roberta é na verdade Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, seqüestrada há 23 anos. O delegado obteve a saliva da jovem recolhendo tocos de cigarro fumados por Roberta durante seu depoimento. O código genético da saliva de Roberta foi confrontado com o DNA do sangue da sua mãe biológica.

Em janeiro deste ano, três enfermeiras que trabalhavam no Hospital Municipal de Taquaral, onde nasceu Roberta, denunciaram que Vilma teria encenado o parto da criança. O diretor da instituição é suspeito de ter colaborado com o seqüestro. Vilma deu entrada no hospital para realizar uma cirurgia de retirada de gordura, e saiu com uma criança nos braços.

Ontem Roberta Jamilly se encontrou com sua mãe biológica, a dona de Francisca Maria Ribeiro da Silva. A jovem afirmou, ao deixar a casa da mãe verdadeira, que o encontro foi "muito emocionante".

Redação Terra
 
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