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Rio cria novas modas de verão à beira da praia

10 de fevereiro de 2006 16h22 atualizado às 16h54

A moda do esparadrapo já virou febre entre as cariocas. Foto: O Dia

A moda do esparadrapo já virou febre entre as cariocas
Foto: O Dia

O Rio de Janeiro, conhecido pelo calor, sol forte e praias lotadas, também leva fama pela criatividade à beira-mar. Os banhistas, a cada dia que passa, criam uma nova moda e contagiam os mais discretos, que acabam aderindo à novidade.

  • Veja fotos do que é moda nas praias cariocas

    A moda do esparadrapo já virou febre entre as cariocas. Para deixar a marquinha do biquíni bem definida na cintura, no melhor estilo "popozuda", as mulheres usam esparadrapo na praia para garantir bronzeado sensual. É só colocar dois pedaços de esparadrapo colados na altura da cintura, um de cada lado. Depois, é só tirar o adereço e desfilar a marca do bronzeado em uma calça de cintura baixa.

    A estudante A., 18 anos, já é adepta da moda. "É a nova tática do verão. Todas as minhas amigas fazem isso", contou. A jovem estava acompanhada de amigos e amigas na Praia de Copacabana.

    Outra febre à beira-mar é o "piercing descartável". Além de não precisar enfrentar as agulhas para colocá-lo, o novo piercing pode ser colocado na praia mesmo, garante Jorge Maurício Conceição Gomes, o Maumau, 29 anos, criador do adereço. A jóia, de diferentes modelos, é colada à pele, sai três dias depois e é resistente à água. Outro atrativo é o preço: de R$ 1,99 a R$ 4 - bijuteria convencional perfurada na sobrancelha custa R$ 30.

    A novidade faz lotar sua barraca na Praia da Barra. Jovens são a maioria. "Ficou muito legal, é parecido com o de verdade", elogiou Taciana Salena, 16 anos, que já tem piercings no umbigo, orelha e boca, e pôs o descartável no nariz.

    Outra que aprovou a novidade foi Júlia Mansour, 15 anos. "Minha mãe vai levar um susto, mas vai gostar da idéia quando souber que sai", brincou. A amiga Nathália Donato, 16, se animou. "Pus um no umbigo e queria outro, no nariz, mas fiquei com medo. Agora, vou colocar um monte", promete ela, que começou pela sobrancelha.

    Maumau não revela a fórmula nem sob dezenas de agulhadas. "Só digo que tem resina em gel para colar", despista. Ele já oferecia a novidade em festas, shows e até na Sapucaí.

    Chapinha na praia
    Para as mulheres dependentes de escova e chapinha, a nova moda do verão é manter os fios lisos até mesmo debaixo do sol escaldante - ou pelo menos tentar.

    A cabeleireira Maria Lúcia de Oliveira resolveu dar uma força para quem não vive sem chapinha. No Quiosque 1 da Praia de Camboinhas, em Niterói, Lúcia montou o Plantão Salão, que funciona nos fins de semana do verão: "As meninas podem sair da praia e ir direto para festas sem se preocupar com fios arrepiados". Cabelos são lavados no chuveirinho, e o serviço custa a partir de R$ 20. Há também manicure.

    Na bolsa, junto do protetor solar, dos óculos escuros e da canga, itens básicos de praia, a advogada Andrea Gomes, 32, leva também a chapinha: "Moro longe da Barra e trago para fazer aqui e depois ir direto para as festas. Ligo na tomada do quiosque e aliso rapidinho", conta.

    Tatuagem
    A tatuagem também aparece com freqüência nas praias cariocas. Mas para fazer a tatuagem definitiva é preciso ter, antes de tudo, informação. Saber os riscos e escolher lugar e profissional adequados são dicas essenciais para não se arrepender.

    Adepta, a produtora Viviane Branco, 32, fez a primeira há cinco anos. Hoje, já tem quatro tatuagens, mas lembra uma experiência ruim. "Fui a um tatuador que não conhecia e me arrependi, porque a cor saiu. Depois, fui consertar e gastei muito mais", conta Viviane, que, no entanto, já planeja o quinto desenho.

    Altinho
    Depois da moda do frescobol na orla carioca, este ano o "altinho" conquistou de vez os banhistas. O novo esporte praiano consiste num bate-bola que reúne meninos e meninas em círculos que dispensam uso de redes. Para passar a bola, os atletas usam o peito, pés, coxa e cabeça. Não valem as mãos. O importante é não deixar a bola cair.

    "Acho que muito disso que está surgindo é por causa da Copa do Mundo. O carioca trouxe o futebol para a praia provavelmente por causa do sucesso de jogadores como Robinho e Ronaldinho Gaúcho", resume o engenheiro Carlos Castro, 25 anos, que em Ipanema mostrou o talento para o "altinho". "É tendência, com certeza. Além disso, o carioca tem esse jeitinho mesmo e as mulheres também gostam."

    Tênis
    Já na praia de Camboinhas, em Niterói, a moda promete ser o tênis de praia. As regras da disputa são similares às do jogo de quadra, mas as dificuldades, um pouco maiores. E a diversão é grátis. O inventor é o salva-vidas Luciano Teles de Oliveira, 31 anos, que há oito trabalha em Camboinhas. "Minha idéia era misturar o glamour do tênis com a descontração da praia. O jogo é divertido. A única diferença é que a bola não quica na areia, tornando a disputa mais acirrada", afirma Luciano.

    Segundo ele, o esporte encanta, principalmente, as crianças, acostumadas a ver o tênis só pela televisão. Para a nova modalidade, o jogador pode usar a raquete de frescobol ou a de tênis. A maioria prefere a segunda opção por achar mais divertido e diferente. "É inusitado jogar com raquete de tênis na praia", diz o estudante Sandro Alves.

    A bola é a mesma do jogo original, assim como a rede. De acordo com Luciano, uma das poucas diferenças é que não vale fazer o chamado "smash", onde o jogador saca a bola de cima para baixo: "Para a praia não tem valor, porque a bola não quica."

    Banho completo
    Em Copacabana, Josemar Rodrigues, 30 anos, é dono de dois chuveiros, sempre com filas imensas, que servem para dar uma refrescada e tapear o calor. "Hoje está muito cheio, mas, durante a semana, a gente ainda oferece um kit, com xampu, sabonete e toalha por apenas R$ 2", contou.

    Hippie
    A tendência hippie voltou com força nas praias e também na cidade do Rio de Janeiro. O estilo chega para arejar tempos de terrorismo,guerra e violência. Afinal, por trás do tie-dye e das flores vem sempre um pedido de paz e amor. "Adoro usar batas e saias compridas. São confortáveis e sensuais ao mesmo tempo. Não curto roupas justas, que são péssimas para dirigir", diz a atriz Luiza Valdetaro, 20 anos, a Manu de América. Luiza ama o visual que predomina nas vitrines cariocas.

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