Número de casais que querem adotar supera o de crianças

05 de fevereiro de 2006 • 22h49 • atualizado às 23h34

Um levantamento junto às Varas de Infância e Juventude do País apontou que o número de pessoas na fila de espera para a adoção de crianças é maior do que o número de crianças aguardando uma família. De acordo com o Fantástico, só na cidade de São Paulo, há 888 crianças para adoção e 7.480 famílias interessadas.

  • Menina de 12 anos que pediu
    família a juiz é adotada
  • Bebê achado em lagoa deixa
    o hospital em Minas

    Recentemente, dois casos fizeram ressurgir o assunto. Um deles foi o caso da menina recém-nascida encontrada na lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, dentro de um saco plástico. Até famílias do exterior chegaram a entrar em contato para adotar o bebê, que foi registrado como Letícia. A Justiça deve decidir o destino da menina em 30 dias.

    Já no Rio Grande do Sul, onde há 506 crianças para serem adotadas e mais de 3 mil pessoas na fila, uma menina de 12 anos só foi adotada depois de pedir uma família em uma carta, enviada a um juiz da Infância e da Juventude. A história repercutiu em jornais e na televisão e a menina, depois de uma semana, foi adotada por uma família da cidade de Caxias do Sul.

    Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o motivo de tantas crianças ainda estarem sem uma família são as exigências feitas por quem quer adotar. Muitas famílias procuram apenas meninas brancas e de até dois anos de idade. De acordo com o Ipea, o perfil das crianças que esperam pela adoção no Brasil é de mais de 60% com origem afro-brasileira, entre 7 e 15 anos e a maior parte são meninos.

  • Redação Terra
     
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