Recentemente, dois casos fizeram ressurgir o assunto. Um deles foi o caso da menina recém-nascida encontrada na lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, dentro de um saco plástico. Até famílias do exterior chegaram a entrar em contato para adotar o bebê, que foi registrado como Letícia. A Justiça deve decidir o destino da menina em 30 dias.
Já no Rio Grande do Sul, onde há 506 crianças para serem adotadas e mais de 3 mil pessoas na fila, uma menina de 12 anos só foi adotada depois de pedir uma família em uma carta, enviada a um juiz da Infância e da Juventude. A história repercutiu em jornais e na televisão e a menina, depois de uma semana, foi adotada por uma família da cidade de Caxias do Sul.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o motivo de tantas crianças ainda estarem sem uma família são as exigências feitas por quem quer adotar. Muitas famílias procuram apenas meninas brancas e de até dois anos de idade. De acordo com o Ipea, o perfil das crianças que esperam pela adoção no Brasil é de mais de 60% com origem afro-brasileira, entre 7 e 15 anos e a maior parte são meninos.
Redação Terra