Mulher paga morte de filho com crédito consignado

25 de janeiro de 2006 • 07h19 • atualizado às 11h30

A aposentada Amara da Conceição da Silva, 76 anos, pagou o assassinato do filho Cícero Félix Dionísio, 46 anos, com crédito consignado para pensionistas e aposentados, descontado na folha de pagamento dos beneficiários do INSS. O crime, encomendado a um pistoleiro, estava previsto para o Natal, foi adiado para o ano-novo e foi consumado no dia 4 de janeiro em Ipojuca, na região metropolitana do Recife (PE). Ela está presa.

O matador Milton José de Araújo cobrou R$ 1 mil pelo serviço. Entretanto, Amara negociou, e o preço ficou em R$ 800, R$ 400 dos quais pagos adiantados. O restante seria entregue após a prova de que Cícero estava morto.

Além de Amara, outras três pessoas estão envolvidas no crime: a filha Luzinete, 40 anos, o genro da aposentada Eduardo e um pistoleiro. Luzinete e Eduardo também foram presos e disseram que a aposentada resolveu matar o filho porque ele a maltratava, e muitas vezes a espancou.

O delegado Waldemir Maximiano afirmou que Luzinete matou o filho por amor ao neto. Ela tem uma casa na Vila Califórnia, próxima ao sítio onde o filho Cícero cultivava um roçado. A casa, avaliada em R$ 17 mil, era usada diariamente por Cícero. Amara exigia a casa que pretendia deixar como herança para o neto. Porém, o filho queria parte do patrimônio, o que gerou discussões entre ele e a mãe.

Redação Terra
 
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