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Chamada de travesti, mulher é pressionada a se despir em casa noturna

08 de janeiro de 2006 09h32 atualizado às 11h54

A dona-de-casa Cinthia Valéria dos Santos, 24 anos, foi abordada por seguranças e quase obrigada a se despir depois de confundida com um travesti em uma casa de shows do município do Rio de Janeiro, em 12 de dezembro.

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    Casada e mãe de quatro filhos, Cinthia vestia calça branca, miniblusa preta e salto alto, e entrou no banheiro logo após chegar à casa. Foi quando um cliente reclamou aos funcionários que ela seria um travesti.

    A empregada que tomava conta do local pediu às mulheres que "batessem nas partes íntimas", conta Cinthia. A dona-de-casa deixou o banheiro, mas foi barrada pela funcionária. "O cliente insiste que você é travesti", teria dito. "Está cobrando quanto pelo programa, o traveco?", gritavam outros freqüentadores.

    O cliente, um estudante do curso preparatório de sargento do Exército, e os seguranças, insistiram tanto, durante quase uma hora, que chegaram a pressionar Cinthia para que se despisse. "Queriam que eu tirasse a roupa", contou.

    Foi preciso chamar a Polícia Militar para resolver a confusão. "Já vi confundirem travesti com mulher, mas o contrário é a primeira vez. Com esta roupa, não tem como confundir", comentou o PM.

    Todos foram para a 29ª DP (Magno). O cliente que reclamou responderá por injúria. A casa de shows garante que a confusão ocorrera entre dois clientes. Cinthia alega que seguranças a pressionaram e promete processar a administração do estabelecimento.

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