Incêndio no INSS destrói processos de fraudes

27 de dezembro de 2005 • 11h51 • atualizado às 16h02
Incêndio atinge prédio do INSS em Brasília Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Incêndio atinge prédio do INSS em Brasília
27 de dezembro de 2005
Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O ministro da Previdência e Assistência Social, Nelson Machado, disse hoje que as maiores perdas no incêndio no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília foram as informações do sistema central e processos físicos - informações de receita previdenciária, dívidas de empresas e processos de fraudes.

  • Veja as fotos do incêndio
  • Incêndio destrói prédio do INSS

    "É uma tragédia, mas graças a Deus só houve danos materiais", disse o ministro. O incêndio, que começou por volta de 7h e foi controlado após 3 horas, destruiu 6 dos 10 andares do prédio, que fica próximo à Esplanada dos Ministérios. Este é o maior incêndio em Brasília dos últimos 17 anos.

    Nelson Machado assegurou que o pagamento dos benefícios será feito normalmente de acordo com calendário inicial. "Os nossos segurados, as nossas seguradas, podem ficar tranqüilos: a folha de pagamentos está assegurada. A partir da segunda-feira todos os pagamentos serão feitos normalmente".

    De acordo com o ministro, os funcionários do INSS retomam os trabalhos esta tarde, ainda que precariamente. "Vamos manter a Previdência funcionando, com a ajuda dos nossos funcionários, da Dataprev, com a solidariedade de outros órgãos da administração federal, alguns já nos ofereceram locais para que gente possa começar a funcionar ainda que precariamente."

    O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sossegenes de Oliveira disse que o laudo sobre o incêndio sairá em cerca de 15 dias. Oliveira não descartou o risco de desabamento do prédio, que ficará interditado. Para o comandante, as normas de segurança do local, que são muito antigas, dificultaram o trabalho dos bombeiros. Oliveira não confirmou se o incêndio foi criminoso, mas disse ser impossível descartar qualquer possibilidade.

  • Redação Terra
     
    Enviar para amigos
    Fechar por:
    Enviar para amigos
    Fechar por:

    Imprimir

    Fechar
    Mais vistos

    Notícias

    1. Carregando...
    leia mais notícias »