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Terça, 27 de dezembro de 2005, 08h09 Atualizada às 11h26

Incêndio destrói prédio do INSS em Brasília

Um incêndio que começou hoje, às 7h, destruiu parte de um prédio da Previdência Social em Brasília, no Setor de Autarquias Sul, a poucos metros da Esplanada dos Ministérios. O fogo no prédio de 10 andares já foi controlado. Não há registro de feridos, ao contrário do que havia informado os bombeiros. Este incêndio está sendo considerado o maior dos últimos 17 anos em Brasília. O pagamento de pensões e benefícios não será afetado, garantiu a direção do INSS. Nenhum documento foi extraviado porque estão no prédio da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).

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    O fogo atingiu 6 dos 10 andares: do 4ª ao 9º andar. Trinta e quatro viaturas do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, de quatro batalhões, foram acionadas e estiveram no local desde as 7h13. Os bombeiros tiveram grande dificuldade para controlar o incêndio. Além do vento que espalhou as chamas, outro problema era fazer com que a água dos hidrantes chegasse aos andares superiores do edifício. O volume e a pressão da água não eram suficientes para apagar as chamas. Um helicóptero também foi ao local para atender a ocorrência.

    O incêndio teria começado no 7º andar do prédio, onde funciona a Procuradoria-Geral, Recursos Humanos, Orçamento, Finanças e Contabilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A preocupação dos bombeiros era evitar que o fogo atingisse os andares inferiores do prédio.

    Peritos avaliam o incêndio
    Peritos da Polícia Federal acompanham o trabalho dos bombeiros. Os policiais federais querem saber se há indícios de que o incêndio tenha sido criminoso.

    O ministro da Previdência, Nélson Machado, reuniu-se com o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, e outros diretores e dirigentes do órgão para avaliar causas e prejuízos provocados pelo incêndio.

    Servidores
    Segundo os bombeiros, havia no prédio apenas funcionarios da manutenção e segurança. O vigia Bruno Noleto, 32 anos, disse que, ao chegar ao local para trabalhar, percebeu que as chamas já haviam tomado conta do sétimo andar do edifício. Segundo ele, o fogo atingiu os cinco últimos andares do prédio.

    Segundo Noleto, há a suspeita de que o fogo tenha começado com um curto-circuito no sistema de ar condicionado do sétimo andar. "O prédio agora se encontra praticamente acabado", disse o vigia, que trabalha há quatro anos no local.

    Os prédios da Controladoria-Geral da União e o Anexo 4 da Justiça Federal, que ficam ao lado do prédio da Previdência, foram isolados. A via L2 ficou interditada até as 11h.

    A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Distrito Federal, do Departamento de Trânsito (Detran) e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). O delegado regional da PF, Valmir Lemos, vai ser o responsável pela investigação das causas do incêndio.

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