O soldado Vanderlon Paixão e o cabo Helder Albuquerque Coelho, ambos do 23º BPM (Leblon), contaram que a patrulha ocupada por eles foi fechada, na Rua Mário Ribeiro, no Leblon, zona sul, pela picape Land Rover preta EZY-0010 dirigida por Edmundo. Desconfiados, eles decidiram abordar o veículo e mandaram o motorista descer. Edmundo abaixou o vidro do carro e disse aos policiais que aquilo era uma palhaçada e não quis sair do veículo.
Os policiais deram voz de prisão a ele, o levaram para a 14ª DP (Leblon) e depois o encaminharam ao Instituto Médico Legal para fazer um exame que, segundo os policiais, comprovou a ingestão de álcool.
Ao deixar a delegacia para ir ao Instituto Médico Legal, Edmundo, que estava acompanhado de uma amiga, contou que saía de uma boate e seguia para casa quando foi abordado pelos policiais. "Em momento algum eu desacatei os policiais. Eles vão ter que provar na Justiça. Eu sai da boate na boa, estava indo para casa e eles cismaram comigo", disse.
Ao ser indagado se tudo aconteceu porque ele é uma pessoa famosa, o jogador respondeu que sim. "Eles estavam querendo arranjar algum (dinheiro), que eu não dei. Por isso eu fui preso", disse. Em seguida ele embarcou numa patrulha da PM para ser levado ao Instituto Médico Legal.
A amiga de Edmundo, que não foi identificada, segundo os policiais, assistiu a tudo quieta, mas viu o jogador dizer que não sairia do carro e que a ação dos policiais era uma palhaçada. A documentação do jogador e do veículo estavam em dia, mas ele, conforme os policiais, aparentava estar alcoolizado e também por isso foi levado para a delegacia, onde seria autuado por desacato e direção perigosa.
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