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 Ex-servidores do Rio teriam desviado US$ 33,4 mi
10 de janeiro de 2003 13h34 atualizado às 15h42

Quatro funcionários do alto escalão do Fisco do Rio de Janeiro que trabalharam no governo de Anthony Garotinho (PSB) e quatro auditores da Receita Federal estão sendo investigados pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pela Receita Federal por extorsão, lavagem de dinheiro e remessa ilegal de cerca de US$ 33,4 milhões para a Suíça.

Conforme o jornal O Globo, uma das contas localizadas no Discount Bank Trust Company, de Genebra, pertenceria a Rodrigo Silveirinha Corrêa, ex-subsecretário de Administração Tributária da Secretaria de Fazenda e ex-assessor de campanha da governadora Rosinha Matheus.

Silveirinha havia assumido a presidência do Conselho de Desenvolvimento Industrial do estado (Codin) na sexta-feira passada. Na noite de ontem, a assessoria do governo informou que ele foi exonerado do cargo.

A denúncia sobre extorsão e lavagem de dinheiro será publicada na revista IstoÉ que circula hoje. Segundo a revista, Silveirinha teria remetido ilegalmente para o exterior US$ 8,9 milhões. A maior parte dessa quantia deixou o país em 1999 e 2000, quando ele ocupava a Subsecretaria de Administração Tributária do Governo Garotinho.

Além de Silveirinha, está sendo investigado o fiscal de rendas e seu ex-subordinado Carlos Eduardo Pereira Ramos, que teria feito a maior remessa para os cofres suíços: US$ 18 milhões. Os outros investigados são o ex-chefe de Gabinete da Secretaria de Fazenda Lúcio Manoel dos Santos Picanço, que teria mandado US$ 1,2 milhão ao exterior, e Rômulo Gonçalves, que teria mandado US$ 2,1 milhões.

Os quatro auditores da Receita Federal citados no inquérito são Sérgio Jacome de Lucena, que teria mandado ao banco suíço US$ 320 mil, Axel Ripoll Hamer, responsável pelo envio de US$ 680 mil, Hélio Ramos da Silva, que teria enviado US$ 450 mil, e Amaury Franklin Nogueira Filho, que teria feito uma remessa de US$ 1,8 milhão.

O ex-governador Anthony Garotinho divulgou uma nota oficial pedindo uma apuração rigorosa sobre as denúncias de corrupção durante a sua gestão. Garotinho disse que se ficar comprovado que alguém usou de má-fé durante o seu governo deve ser punido.

Antônio Carlos Sasse, ex-secretário de Fazenda do governo Anthony Garotinho, disse que está surpreso e indignado com as denúncias de extorsão envolvendo Silverinha e o ex-chefe de gabinete da secretaria Lúcio Manoel Picanço.

Redação Terra