Datafolha: Quércia lidera briga pelo governo de SP

16 de dezembro de 2005 • 04h51 • atualizado às 09h24

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira aponta o peemedebista Orestes Quércia como favorito na disputa pelo governo do Estado de São Paulo em 2006, contrariando as apostas em uma polarização entre PT e PSDB. De acordo com o instituto, Quércia lidera em cinco de seis cenários sugeridos aos eleitores, empatando apenas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 24% dos votos válidos contra 23% do tucano. Nas demais simulações, o ex-governador de São Paulo aparece com 24% a 33% das intenções de voto e vence com diferença de pelo menos cinco pontos percentuais.

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    O quadro que indica empate técnico entre Quércia e Fernando Henrique é o mais disputado e revela o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, na terceira posição, com 20% dos votos. Nesse cenário, o número de indecisos e votos brancos e nulos representa o mesmo índice de Quércia - 24%. Em outras simulações, o percentual chega a 29%, mais de um quarto do número de eleitores.

    Eleição aberta
    De acordo com análise do Datafolha, o grande número de indecisos e votos brancos e nulos indica que a disputa ao governo de São Paulo está indefinida, com espaço para crescimento dos atuais candidatos e de até novos nomes que não foram incluídos na pesquisa. Ouvido pelo jornal Folha de S.Paulo, o diretor-presidente do Datafolha, Mauro Paulino, afirma que a liderança de Quércia se dá mais pela rejeição aos outros concorrentes - especialmente os petistas, desgastados pela crise política.

    FHC é nome forte do PSDB mas perde para Marta
    Apesar de surgir como o nome mais forte do PSDB na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, FHC cai para a terceira posição quando seu concorrente petista é a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. Na combinação que substitui Mercadante por Marta, a pré-canditada ocupa o segundo lugar, com 21% - logo atrás de Quércia, que teria 26% das intenções. Fernando Henrique aparece em seguida, com 18% dos votos - à frente do pedetista Carlos Apolinário (6%) e o pefelista Guilherme Afif Domingos (5%). Os votos brancos, nulos e indecisos somam 23% nesse quadro.

    Nos cenários em que FHC é substituído pelos tucanos Paulo Renato Souza (ex-ministro da Educação) e o vereador José Aníbal (líder do governo na Câmara Municipal), Mercadante e Marta aparecem logo atrás de Quércia, empatados na segunda posição, com 23% e 22% dos votos, respectivamente. Apolinário aparece sempre em terceiro lugar, à frente dos tucanos, com 7% das intenções de voto.

    Quando Mercadante é sugerido como o candidato do PT, Aníbal obtém apenas 6% e cai um ponto percentual se o concorrente petista é Marta Suplicy. Já Paulo Renato fica em último lugar tanto contra Mercadante (4%) e Marta (3%).

    Afastado da mídia e atualmente dedicado à produção de café, além da política, o ex-governador Orestes Quércia tem seu bom desempenho explicado em parte pela popularidade no interior do Estado, enquanto Marta demonstra maior força quando o eleitorado é da Região Metropolitana.

    Em um dos quadros sugeridos, o peemedebista crava 36% das intenções no interior conta 16% de Marta Suplicy - uma diferença de 20 pontos percentuais. A petista ganha quando são computadas apenas as preferências na Grande São Paulo, com 29% contra 26% de Quércia.

    Com FHC incluído na disputa, a diferença de Quércia no interior cai para três pontos: 25% para o peemedebista contra 22% do ex-presidente da República. Sem Fernando Henrique e com Mercadante na briga, o ex-governador amplia a vantagem para cerca de 14 pontos percentuais.

    O Datafolha ouviu 1.798 moradores de São Paulo na terça e na quarta-feira desta semana. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Redação Terra
     
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