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Desequilíbrio forma "tapete verde" em Manaus

15 de dezembro de 2005 23h10

A capital amazonense registra desde quarta-feira um fenômeno natural inédito: a chegada de grande quantidade da planta aquática conhecida como moreru que formou tapetes verdes sobre vários pontos da orla. O visual esverdeado da praia da Ponta Negra, localizada no lugar mais nobre da cidade, espantou banhistas.

A chegada da planta levantou suspeitas de desastre ecológico e medo de que o espesso capim aquático esteja trazendo para a cidade animais peçonhentos, como cobras, aranhas caranguejeiras, escorpiões, lacraias.

Após analisar em campo a chegada do moreru, a pesquisadora do Inpa, a bióloga Auristela Conserva, informou que a planta aquática não é nociva à saúde. Igualmente, segundo ela, não é habitat de animais peçonhentos. "Na verdade, ela é uma planta que age limpando o meio ambiente", diz a cientista.

As autoridades ambientais suspeitam, porém, que a seca rigorosa pode ter produzido alterações nas populações desta planta. Com a subida das águas, todas as que ficaram desgarradas pela seca, foram arrastadas rio abaixo.

Jornal do Brasil
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