Bando obriga vítima de seqüestro a ouvir funk

15 de dezembro de 2005 • 11h09 • atualizado às 13h38

A primeira vítima de seqüestro em Garça (SP), a 437 km da capital paulista, foi obrigada pelos bandidos a ouvir funk durante os dois dias em que ficou refém no cativeiro. Amarrada na cama, a comerciante Maria Alice Nassif Travençolo, 26 anos, filha de um empresário do ramo de agropecuária, ouvia o ritmo em volume alto - para não conseguir prestar atenção na conversa dos bandidos. Duas pessoas foram presas: Rosana Gomes da Silva e Reginaldo Leandro, ambos de 23 anos.

A polícia chegou ao local porque, no início do mês, a quadrilha já havia sido abordada pela PM na entrada da cidade e também é suspeita do roubo de um carro, informou o jornal Diário de S.Paulo. A polícia prosseguiu com as investigações e descobriu o imóvel. Maria Alice tinha até gravado um vídeo pedindo para a família atender às exigências dos bandidos e acelerar o pagamento do resgate.

Segundo o delegado Valdir Tramontine, os criminosos seqüestraram a moça por engano. "Eles fizeram citações sobre alguns imóveis que a família dela nunca teve".

Segundo o delegado, para seqüestrar Maria Alice, os bandidos assaltaram a loja onde ela trabalha. Amarraram os funcionários com fios, trancaram todos no banheiro e levaram a moça alegando que era para garantia de fuga. Porém, a caminho da cidade de Marília, avisaram do seqüestro.

Maria Alice foi colocada em uma casa comprada recentemente em Marília pelo suspeito de ser o mentor do crime, Nivaldo Eli Faustino Alves, que já tem passagem pela polícia por extorsão mediante seqüestro. Ele também é marido da mulher presa no cativeiro. Segundo o delegado, as janelas da casa tinham tecidos pretos e a vítima era obrigada a usar um óculos de sol com as lentes escurecidas.

Redação Terra
 
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