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PF apreende 500kg de cocaína e prende ex-candidato d Tocantins

03 de dezembro de 2005 18h22

A Polícia Federal apreendeu meia tonelada e prendeu em Castanhal, no Pará, o candidato derrotado a prefeito do município de Tupiratins, no Tocantins, Misilvan Chavier dos Santos (PSDB-TO), por tráfico internacional de drogas.

Na superintedência da Polícia Federal em Belém, Misilvan, que também já foi candidato a deputado estadual, admitiu que trouxe meia tonelada de cocaína da Colômbia e que entregaria a droga no interior de São Paulo.

"Eu fiz uma primeira vez há três anos e pouco e resolvi fazer de novo por questão de necessidades, mas não deu certo", disse o acusado a jornalistas em Belém neste sábado.

O carregamento foi localizado em uma pista de pouso clandestina no sul do Pará a 108 quilômetros do município de Santana do Araguaia. A droga foi levada na tarde deste sábado para Palmas, capital do Tocantins.

"Lá naquelas pistas de pouso do sul do Pará ninguém tem controle e as pistas ficam suscetíveis a utilização de qualquer pessoa", disse o superintendente da Polícia Federal no Pará, José Ferreira Salles.

A droga estava encondida no meio da floresta amazônica próximo ao rio Xingu. No local, os policiais prenderam em flagrante Elias Lopes Pimentel e Leocídio Lima da Cruz, acusados de guardar a cocaína.

Misilvan Chavier dos Santos é investigado há três anos e conseguiu fugir da polícia quando um avião pilotado por ele foi apreendido em uma pista de pouso no município de Tupiratins, interior de Tocantins, na última segunda-feira. Depois de deixar a droga no Pará, a aeronave de Misilvan foi perseguida por um avião tucano da Força Aérea Brasileira. Após o pouso em Tocantins, o político conseguiu fugir em uma moto.

De acordo as investigações, ele receberia quatrocentos mil reais pelo transporte da droga, dinheiro que, segundo a Polícia Federal, seria usado na campanha eleitoral de Misilvan a deputado estadual nas próximas eleições. O acusado negou a informação. A operação foi coordenada pela Polícia Federal em Brasília e teve apoio de policiais do Amazonas, Pará, Tocantins e Goiás.

Reuters
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