O prazo é necessário porque a ampliação tem implicações em várias áreas escolares, como currículo e material didático. Além disso, provoca mais gastos para Estados e municípios, o que exige planejamento financeiro.
A proposta, da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96). O relator do projeto, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), acolheu as modificações apresentadas ao texto original pela Comissão de Educação e Cultura. Como tramitam na Casa outros projetos que tratam desse assunto, a comissão decidiu apresentar um único substitutivo, consolidando todas as propostas.
Ribeiro Filho fez apenas uma alteração ao substitutivo da Comissão de Educação: retirou a obrigação de os pais matricularem os filhos na escola a partir dos 6 anos, informou a Agência Câmara. Essa exigência já consta na Lei 11114/05, que altera a LDB com esse objetivo.
A ampliação do ensino fundamental vem sendo discutida no País desde o final dos anos 90. O Plano Nacional de Educação, em vigor desde 2001, prevê o aumento de um ano na vida escolar. Alguns Estados se anteciparam e já iniciaram a ampliação, como Minas Gerais e Amazonas. Na Argentina, por exemplo, o equivalente ao ensino fundamental brasileiro (Educação Geral Básica) tem duração de nove anos. O mesmo ocorre no Uruguai.
Redação Terra