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Morte de Toninho do PT foi tramada, diz testemunha

20 de novembro de 2005 06h24 atualizado às 07h04

Em depoimento à Promotoria e à Polícia Civil, um sushiman da região de Campinas, no interior de São Paulo, diz que presenciou, sem que fosse notado, três reuniões em uma casa de bingo onde teria sido tramada a morte do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, morto em 10 de setembro de 2001. A testemunha, que usa o codinome de "Jack", declarou ter medo de ser assassinado, informa a Folha de S.Paulo.

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A polícia, no entanto, sustenta a tese de que o prefeito foi vítima de um crime comum. Toninho do PT teria atrapalhado a fuga da quadrilha do seqüestrador Andinho e, por isso, foi assassinado.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) espera que o sushiman preste depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos sobre as declarações feitas, diz o jornal paulista.

A edição do jornal O Estado de S.Paulo do último dia 10 revelou que o depoimento pode ser secreto. A viúva de Toninho, Roseana Garcia, afirmou à CPI que a Polícia Civil e o Ministério Público de Campinas não levaram as declarações de "Jack" a sério.

A comissão já aprovou uma espécie de apoio à decisão do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de pedir que a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humanos investigue a "chacina" de quatro jovens em Caraguatatuba, dois deles acusados pela polícia de serem os matadores de Toninho.

De iniciativa do senador Eduardo Suplicy, a proposta objetiva transferir a investigação do assassinato de Toninho para a Polícia Federal, quatro anos depois do crime.

A declaração de Roseana de que foram retomados pela prefeitura de Campinas contratos suspeitos após a morte de seu marido foram contestadas pela prefeita petista que o substituiu, Izalene Tiene, e pelo consórcio Ecocamp, de limpeza pública.

Em nota, a ex-prefeita disse que Toninho, quando assumiu, fez uma renegociação do contrato de limpeza, que passou de R$ 133 milhões para R$ 93 milhões. Segundo ela, os serviços que não foram executados pela empresa passaram a ser feitos por servidores temporários, pelo período de um ano.

O consórcio Ecocamp afirmou que o acordo firmado no dia 13 de julho de 2001, "de forma bastante transparente, contemplou os interesses das partes envolvidas e suas bases estão em vigência até hoje, inclusive com relação ao preço".

A CPI dos Bingos também aprovou requerimento de Suplicy convocando para depor a proprietária da empresa de transporte urbano Rosângela Gabrilli. Em depoimento ao Ministério Público, ela revelou que a empresa era extorquida pela prefeitura de Santo André, na gestão de Celso Daniel, para manter as linhas de ônibus.

Redação Terra