A polícia goiana investiga se Roberta Jamilly Martins Borges, nascida em 1979, é mesmo filha biológica de Vilma ou foi seqüestrada como Pedrinho. Vilma é acusada de ter levado o menino da maternidade Santa Lúcia, em Brasília, há 16 anos. A principal coincidência entre Roberta e o bebê sequestrado há 23 anos são as datas de nascimento. Em março de 1979, Aparecida Fernanda foi levada por uma falsa enfermeira da maternidade de Maio, em Goiânia.
A Polícia Civil de Goiás colheu hoje o depoimento de mais quatro pessoas dentro do inquérito, reaberto na semana passada, sobre o seqüestro de Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva. O delegado Antônio Gonçalves dos Santos, 55, informou que o depoimento mais importante foi do fazendeiro Jamal Rassi, 75, apontado pela própria Roberta como seu pai biológico. Santos, no entanto, não comentou o teor. Em entrevistas na semana passada, a família de Rassi negou que ele seja o pai da jovem.
Também foram ouvidas duas enfermeiras que trabalhavam na maternidade de Maio no dia em que Aparecida foi sequestrada por uma falsa enfermeira. Uma delas disse que os traços da mulher que levou o bebê se parecem com os de Vilma.
Prestou depoimento ainda o irmão de Vilma, Sinfrônio Martins Costa, testemunha-chave do caso Pedrinho. Acompanhado dos advogados de Vilma, Sinfrônio contou que no final dos anos 70 trabalhava na fazenda de Rassi, no interior de Goiás. Segundo ele, Vilma ficou grávida naquela época e costumava visitar Jamal na propriedade dele com um bebê.
Roberta só foi registrada por Vilma aos 16 anos de idade. Além disso, há semelhanças entre a jovem e Francisca Maria Ribeiro da Silva, que poderia ser a mãe biológica. O caso voltou a ser investigado e, possivelmente, será realizado um exame de DNA.
Redação Terra