Ex-marido de Vilma será intimado a depor

28 de novembro de 2002 • 16h53 • atualizado às 17h19

O delegado Antônio Gonçalves dos Santos, da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), disse que as duas pessoas intimadas ontem no caso do seqüestro de Aparecida Ribeiro Silva, em 1979, não devem depor hoje. A polícia acredita que ela possa ser Roberta Jamilly Borges, irmã de criação de Pedrinho, registrado ilegalmente por Vilma Martins Costa como Osvaldo Borges Junior. "As intimações foram enviadas ontem, mas nenhum dos dois estava em casa, então os depoimentos ficarão para a próxima semana", disse.

Um dos intimados é Carlos Soares da Silva, ex-marido de Vilma. Ele mora na Bahia, mas estaria em Goiânia e não recebeu pessoalmente a intimação. Em entrevista ao jornal O Popular, Carlos, 62 anos, disse que a ex-mulher fez laqueadura na Casa de Saúde e Maternidade São Clemente, no Rio de Janeiro, em 1974, cinco anos antes do nascimento de Roberta Jamilly Martins.

Carlos sabe que a laqueadura, em alguns casos, pode ser revertida, mas ele acha pouco provável que Vilma tenha dado a luz a Roberta em 5 de março de 1979, como consta nas fichas de matrícula da estudante. Isso porque, no início de 1979, Vilma esteve em Salvador, onde mora Carlos, e, de acordo com ele, ela não parecia estar grávida.

A outra pessoa a depor não foi identificada pelo delegado. Mas Santos disse que ela entrou em contato na noite de ontem, e que o depoimento deve ocorrer na próxima segunda. O delegado negou que as três filhas de Vilma também serão ouvidas. "Não há necessidade por enquanto. A não ser que haja alguma novidade no caso", disse.

Redação Terra
 
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