Câmara usa 2h para duscutir datas para ioga e yôga

05 de outubro de 2005 • 06h46 • atualizado às 07h43

Os deputados aprovaram ontem, na Comissão de Constituição e Justiça, dois projetos de lei instituindo dias distintos no Brasil para a comemoração da milenar prática indiana: 18 de fevereiro, como Dia nacional do Yôga, e 22 de setembro como Dia da Ioga. Os projetos, que seguem agora para o Senado, suscitaram duas horas de debate na CCJ, o que tirou do sério o presidente, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).

"Estamos reunidos há uma hora e 15 minutos para discutir um tema deste", apelou ele. Como os debates continuaram, o presidente da CCJ insistiu pela conclusão da discussão. "Por favor! Não estamos discutindo aqui a gravidade da crise, nem a reforma política, mas uma matéria de menor relevância".

O primeiro projeto, que cria o dia 18 como Dia Nacional do Yôga, foi apresentado ano passado pelo deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). O dia coincide com o aniversário de um dos mestres do yôga, professor De Rose, o que motivou o deputado Roberto Gouveia (PT-SP) a apresentar outro projeto, criando o Dia da Ioga - num paralelo ao que já existe na cidade de São Paulo.

A briga entre as duas linhas contamina os próprios deputados. "Estamos aqui nos prestando a esse papel ridículo, temos de ter coragem de dizer isso. O estado é laico, é um absurdo discutirmos", afirmou o deputado Carlos Motta (PL-MG).

"Yôga é filosofia, não é religião", rebateu o relator do projeto do Dia do Yôga, deputado Sérgio Miranda (PDT-MG).

O próprio Biscaia, que acompanhou os debates, não estava tão certo sobre a diferença. "A yôga seria uma linha dentro da Ioga, que é uma filosofia mais ampla, de sanidade física e mental. A ioga é praticada por mais idosos e o Yôga seria mais um culto ao corpo".

Redação Terra
 
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