Rampa tentará impedir concentração de mendigos |
Uma das rampas que teve a construção iniciada, no lado direito de quem segue para a Doutor Arnaldo, tem cerca de 14 metros de extensão até agora, mas deve ficar ainda maior para ocupar todo o espaço antes do ponto em que a calçada se afunila. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a prefeitura espera terminar a obra nesse lado hoje e, então, começará a construção no lado oposto da passagem.
De acordo com os moradores de rua da região, um grupo de 30 pessoas vive na passagem subterrânea. Eles têm quartos improvisados com madeira, cobertores e vassouras e fogões feitos com pedra.
A construção da rampa é considerada pelo padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, como mais uma ação "higienista" do prefeito José Serra. "Essa política está ocorrendo na cidade, principalmente em áreas nobres e centrais, para que não haja a convivência com as pessoas da rua e dar a falsa impressão de que o problema não existe", afirmou ao jornal.
O presidente da Associação Paulista Viva, Nélson Baeta Neves, defende a ação da prefeitura. "O cartão-postal da cidade tem de ser preservado. Sabemos das dificuldades sociais, mas não dá para ter gente morando na Paulista. A cidade precisa de ordem". Ele acredita que, quando um cidadão mora na rua, ocupa um espaço público e prejudica o restante da comunidade.
Redação Terra