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Juiz defende retirada de crucifixos dos tribunais

17 de setembro de 2005 05h44

O juiz Roberto Arriada Lorea, 40 anos , de Porto Alegre (RS), defende a retirada de crucifixos das salas de audiência do Judiciário. A proposta será apresentada no final deste mês, em um congresso que reunirá magistrados do Estado gaúcho.

O juiz acredita que os símbolos colocados nas paredes ferem o artigo 19 da Constituição Federal, que veda relações de dependência entre o Estado e as instituições religiosas, informa o jornal Folha de S.Paulo. "A liberdade religiosa das pessoas é ferida. A Justiça é para todos", diz.

Segundo o juiz, pesquisas mostram que 85% dos próprios católicos são favoráveis à separação entre Igreja e Estado. O juiz teve teve formação católica na infância, mas não é praticante.

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Osvaldo Stefanello, diz que o "Judiciário tem coisas mais importantes com que se preocupar do que com símbolos nas paredes".

O juiz Roberto Arriada Lorea, no entanto, não vai participar do 6º Congresso de Magistrados Estaduais, que será realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro em Santana do Livramento, por causa de uma viagem ao exterior. A proposta será apresentada por um colega.

A Igreja Católica critica a tese e diz que a idéia é fruto de uma "onda secularista".

Para a entidade que representa os judeus no Estado o gaúcho, o símbolo religioso nos tribunais não faz diferença. Já a Federação Espírita gaúcha concorda com a proposta do juiz.

Em junho, a Suprema Corte dos EUA proibiu a exibição do texto dos Dez Mandamentos nas paredes de dois tribunais do Kentucky e, no mesmo dia, autorizou que um monumento aos Mandamentos continuasse diante do Legislativo do Texas, informou a Folha.

Redação Terra