Equatorianos e sul-africanos também terão de apresentar o documento, mas não há informações sobre a existência de um acordo desses países com o governo mexicano.
O Ministério das Relações Exteriores informou que os cidadãos dos três países receberão vistos de cinco anos, para turistas, e de três anos, quando a viagem for a negócios.
"Esse programa opera com sucesso em vários países da região com o objetivo de fomentar o turismo, os investimentos e os negócios sob um esquema de segurança apropriado", afirmou o ministério em breve nota.
Os Estados Unidos já haviam reclamado do grande número de não-mexicanos, entre eles um grande número de brasileiros, que entram ilegalmente em seu território vindos do México.
Em abril, autoridades norte-americanas prenderam cerca de 150 brasileiros que haviam entrado no país do México para o Estado do Texas. Isso levou o número de brasileiros detidos por entrar ilegalmente nos EUA para 15,42 mil desde o início do ano fiscal norte-americano, em outubro. Esse montante é quase o dobro do registrado no ano fiscal anterior.
Um representante do Ministério do Interior mexicano disse à Reuters que um grande número de brasileiros que entram no México deixam de informar às autoridades deste país sobre seus planos de viagem, como determina a lei. Isso fez com que 5 mil brasileiros fossem mandados de volta para o país no ano passado.
Na primeira metade deste ano, quase 50 mil brasileiros entraram legalmente no México e a fonte negou que haja tensão sobre essa questão.
"Não há conflito porque eles terão vistos de longo prazo que os permitirão mais entradas, mais vezes", disse a fonte do Ministério do Interior sob condição de anonimato. "Eles terão vistos válidos por cinco anos e por três anos."
Uma outra fonte do governo disse que os EUA pediram ao México que exigisse vistos de cidadãos do Brasil depois da descoberta, no ano passado, de uma quadrilha que colocava ilegalmente brasileiros nos EUA via Cancún.
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