Apesar de assustadores, esses números já foram maiores - chegaram a 12 mortes diárias indiretamente causadas por poluentes e três anos de vida perdidos, informou o jornal Folha de S.Paulo.
Os dados mostram que ações como o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) e o rodízio foram positivas para a melhoria da qualidade de vida na capital. Entretanto, segundo o professor Paulo Saldiva, as conseqüências da poluição à saúde ainda são alarmantes e é preciso mais medidas para enfrentá-las. "Diferentemente do cigarro, a poluição do ar não pode ser evitada pelas pessoas".
Segundo ele, quem mais tem problema de saúde decorrente da inalação de poluentes são os idosos, que acabam sendo vítimas principalmente de pneumonia, enfarte e enfisema. Já as crianças, que vêm na seqüência na lista de mais afetadas, têm pneumonia e asma.
A pneumonia, inclusive, foi a terceira principal causa de morte na capital no ano passado, informou o jornal. O número de casos da doença que resultaram em óbito aumentou 11% de 2003 a 2004, segundo levantamento da Coordenação de Epidemiologia e Informação (CEInfo), da Secretaria Municipal da Saúde.
Aborto
Além das oito mortes diárias induzidas pela poluição, uma pesquisa do laboratório indica que há um aborto por dia na cidade, depois do quinto mês de gestação, em decorrência do problema. "O fluxo arterial na placenta se reduz nos dias de maior poluição."
A pesquisa, apresentada ontem, mostra que o uso de energia é o principal responsável pela emissão de metano e dióxido de carbono, com 76%. O relatório, referente a 2003, é o segundo feito em âmbito municipal. O primeiro foi feito no Rio de Janeiro em 1998.
Nesse estudo, o vilão mais uma vez foi o transporte. A utilização de combustíveis fósseis representa 88,7% das emissões decorrentes do uso de energia - e a gasolina é o combustível que mais contribui para a poluição, com 35,7%.
- Redação Terra


Assista agora »
Assista agora »
