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De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Globo, o novo presidente da legenda, Tarso Genro (indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva), até agora não teve acesso a detalhes sobre as transações ilegais operadas por Delúbio, que superam a casa dos R$ 50 milhões.
O novo secretário-geral do PT, ex-ministro e deputado Ricardo Berzoini, nega a existência de acordo, porém declara que o papel da direção não é investigar ¿ tarefa que caberia às CPIs, Polícia Federal e Ministério Público Federal. O partido trabalha apenas com a contabilidade oficial e ignora o caixa dois (dinheiro de campanha não declarado à Justiça Eleitoral), diz Berzoini.
Mesmo oficiais, os números têm sido mantidos em sigilo pela cúpula do PT. Durante a gestão de Delúbio frente ao caixa petista, há registros de gastos como R$ 21 milhões para shows populares, incluindo apresentações de Zezé de Camargo & Luciano e despesa de R$ 1,5 milhão com aluguel de jatinhos, destinados às viagens da fracassada campanha de Luís Eduardo Greenhalgh à presidência da Câmara. Em relação aos shows, Delúbio Soares teria deixado uma dívida de R$ 7 milhões.
Segundo O Globo, um alto dirigente da legenda, a atual direção estaria ainda "nas mãos" de Dirceu e não teria autonomia para devassar as contas petistas, sob pena de perda de cargos ou comprometimento de todo o partido com a revelação dos números reais. O dirigente afirma que a nova cúpula não tem as chaves da caixa preta e "nem quer" as mesmas.
O novo presidente do PT, Tarso Genro, reforça o discurso de que a sigla não cumprirá o papel de "polícia", quando cobrado sobre o fato de que, até agora, nenhum dos envolvidos em saques das contas de Valério foi punido.
Redação Terra