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Valério pagou defesa do PT no caso Celso Daniel

03 de agosto de 2005 05h38

O advogado Pedro Raphael Campos Fonseca, sócio do ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira no escritório Junqueira Alvarenga e Fonseca Advogados S/C, declarou nesta terça-feira que ambos foram autorizados pelo PT a sacar dinheiro de contas do empresário Marcos Valério para atuarem no caso do assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT). A lista de beneficiários da agência SMP&B, de Valério, entregue à Polícia Federal pela gerente administrativa da empresa, Simone Vasconcelos, mostra os nomes de Fonseca e Junqueira.

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De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, Simone confirmou à PF o pagamento de R$ 545 mil ao escritório de advocacia, em quatro prestações. O PT, porém, estaria devendo ainda R$ 50 mil por conta dos serviços prestados. A forma de repasse dos recursos surpreendeu os advogados e foi acertada em contrato junto com o presidente do diretório do partido em São Paulo, Paulo Frateschi.

A proposta de honorários, apresentada em setembro de 2002, previa um acordo de consultoria jurídica, no qual os advogados atuariam "em medidas judiciais e extrajudiciais necessárias para proteger a boa imagem do partido", referindo especificamente possíveis ações por improbidade administrativa na comarca de Santo André. Celso Daniel foi seqüestrado e assassinado em janeiro de 2002, supostamente após flagrar esquema de licitações irregulares no município.

Informalmente, o PT também requereu as defesas do ex-presidente do PT José Genoino, da senadora Emília Fernandes, do ex-tesoureiro Delúbio Soares e do deputado João Alfredo (PT-CE). Todos eles enfrentaram processos na Justiça e foram representados pelo escritório.

Há cerca de um mês, o Junqueira Alvarenga e Fonseca Advogados desistiu de fazer a defesa de Delúbio e da cúpula do PT, acusada de distribuir recursos a parlamentares do partido e da base aliada, porque um dos sócios e subprocurador da República, José Roberto Santoro, que atuou no caso Waldomiro Diniz, se declarou "desconfortável" em prosseguir.

Redação Terra