Notícias » Brasil » Brasil

 Ex-policial é flagrado queimando papéis de Valério
14 de julho de 2005 12h36 atualizado às 20h10

A polícia flagrou hoje Marco Túlio Prata, irmão de Marco Aurélio Prata, proprietário da Prata Contabilidade, que presta serviço para a agência DNA, de Marcos Valério, incinerando documentos da empresa do publicitário, informou a Polícia Civil. Em meio ao material que estava sendo incinerado, a polícia conseguiu identificar papéis com o carimbo da agência do publicitário. Dentro de caixas box (para guardar documentos) também foram encontradas notas fiscais da DNA intactas. Valério é acusado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de ser o principal operador do esquema de pagamento de mesadas a deputados da base do governo.

  • Tudo sobre a crise no governo
  • Fórum: opine sobre a crise no governo

    De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil de Minas Gerais, a polícia tinha mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra Marco Túlio por ter matado, no ano passado, Hernandes Teixeira Prata dentro do Hospital de Pronto-Socorro.

    Segundo a assessoria, a polícia foi recebida hoje a tiros ao chegar na casa de Marco Túlio, no bairro Flamengo, em Contagem. Dentro da residência, encontrou um fundo falso em um armário com quase 20 armas - de uso exclusivo das Forças Armas -, além de munição, três silenciadores, granadas e bombas de efeito moral.

    Os parlamentares da CPI dos Correios aprovaram nesta quinta-feira a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de funcionários de empresas de Marcos Valério de Souza e definiram a ida de três membros da comissão a Belo Horizonte ainda nesta tarde para recolher documentos do publicitário confiscados pela Polícia Federal.

    O grupo da CPI que vai a Belo Horizonte será composto pela senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) e pelos deputados Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Onyx Lorenzoni (PFL-RS).

    Segundo a senadora Heloísa Helena (Psol-AL), integrante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Correios, na casa de um policial aposentado, foram encontrados armas e "vários tonéis e caixas com documentos da agência". Heloisa Helena informou que uma parte dos documentos já havia sido queimada e o material restante foi enviado para a Corregedoria da Policia Civil de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

    Foi aprovado também o pedido para que o Banco do Brasil, o BMG e o Banco Rural enviem todos os contratos de empréstimos feitos a partidos políticos. Inicialmente o requerimento previa apenas os empréstimos para o PT, mas os governistas da comissão conseguiram ampliar o pedido.

  • Redação Terra