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Daslu pode ter sonegado milhões de dólares

13 de julho de 2005 11h58 atualizado às 14h30

O suposto esquema de sonegação e contrabando na loja de luxo Daslu pode chegar a milhões de dólares, segundo o procurador da República Matheus Baraldi Magnani, que participou da Operação Narciso na sede da loja na manhã desta quarta-feira. Cerca de 250 agentes da força-tarefa montada pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público realizam uma varredura no estabelecimento.

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    Em 2003, um contêiner da Daslu gerou suspeitas ao chegar à São Paulo, no aeroporto de Guarulhos, porque uma nota fiscal de uma empresa chamada Multimport mostrava valores e quantidades inferiores aos relacionados no contêiner. Ao abrir o contêiner, a PF encontrou outra nota da famosa grife Donna Karan, de Nova York, e de outros fornecedores, que levantaram suspeitas de sonegação.

    Segundo a PF, a suposta quadrilha formada pelos integrantes detidos da Daslu criava empresas-fantasma no exterior para emissão de faturas comerciais para a compra de produtos. Em seguida, essas faturas eram substituídas no Brasil por outras de menor valor.

    A nova loja da Daslu é um palacete de 20 mil metros quadrados, que abriga 120 marcas de referência no mundo da moda, como Chanel, Prada, Christian Dior, Gucci, Dolce & Gabbana, Valentino e Ermenegildo Zegna, entre outras. Joalherias como Cartier e Chopard também estão presentes na seleta loja, assim como marcas de automóveis de luxo, como a Jaguar, e de iates esportivos, como Spirit Ferretti.

  • Redação Terra