Cúpula do PT abre sigilo bancário à CPI

07 de julho de 2005 • 16h22 • atualizado às 22h30

O deputado federal José Dirceu, o presidente do PT, José Genoino, o tesoureiro Delúbio Soares e o secretário-geral Silvio Pereira anunciaram na tarde desta quinta-feira que abriram seus sigilos bancário, telefônico e fiscal. Mais cedo, o pedido de quebra dos sigilos da cúpula do PT, sugerida pela oposição, causou discussão na sessão e atrasou o depoimento de Fernanda Karina Somaggio em cinco horas. A confusão começou com a aprovação da quebra de todos os sigilos do deputado Roberto Jefferson.

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    Mais cedo, quando foi aprovada a quebra de todos os sigilos do deputado Roberto Jefferson, alguns parlamentares pediram também a quebra dos sigilos de todos os integrantes da CPI. As discussões tomaram conta da sessão e ela chegou a ser suspensa por minutos.

    A deputada Denise Frossard (PPS-R) foi além e propôs à CPI abrir os dados fiscal, bancário e telefônico dos 513 deputados federais e 81 senadores. "Homens públicos não podem ter sigilo", argumentou.

    A situação começou a ser revertida após os citados na investigação apresentarem, por vontade própria, a abertura de seus sigilos. O deputado José Dirceu enviou ofício ao senador Delcídio Amaral autorizando a abertura de seus dados. José Genoino, Delúbio Soares e Silvio Pereira, enviaram documentos semelhantes via fax.

    Os integrantes da CPI aprovaram, ainda, a convocação de Delúbio, de Renilda Maria de Souza, mulher do empresário Marcos Valério de Souza, e de suas funcionárias Geiza Dias dos Santos e Simone Reis de Vasconcelos.

    Dez empresas ligadas ao empresário tiveram seus sigilos quebrados na CPI. Os parlamentares aprovaram ainda 27 requerimentos nos quais ficou determinada a arrecadação de documentos em diversos órgãos para a instrução dos trabalhos de investigação.

    Após a discussão entre os integrantes da Comissão, a secretária Fernanda Karina iniciou o depoimento. Ela afirmou que a origem do dinheiro sacado nas agências do Banco Rural, das contas das empresas de Marcos Valério, não eram destinados ao pagamento de fornecedores. A afirmação contraria depoimento do empresário à Polícia Federal.

  • Redação Terra
     
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