No Brasil, o abalo sísmico foi sentido por volta das 20h, cerca de 15 minutos após o tremor no Chile. Os efeitos do sismo sobre a superfície chegaram a dois graus na Escala Mercalli Modificada, que vai de um a doze e difere da Escala Richter. No Chile no Peru, a intensidade de energia do terremoto chegou a 7,9 graus na Escala Richter, e deixou oito mortes.
Segundo a Defesa Civil de São Paulo, as cidades atingidas pelo tremor no Estado foram Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e a capital, São Paulo, nos bairros Vila Madalena, Perdizes, Lapa e Pinheiros, informou o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP). De acordo com o IAG-USP, o tremor foi sentido em vários prédios. Entretanto, segundo especialistas, o terremoto não representou risco para a estrutura das edificações.
Moradores do bairro Vila Madalena sentiram dois tremores por volta das 20h30. Eduardo Assumpção, que mora no 15º andar de um prédio na rua Sen. Cesar Lacerda Vergueiro afirma que o pequeno terremoto durou cerca de 30 segundos. "Estava com minha família na sala e sentimos tudo sacundindo".
Essa foi a quarta vez em cerca de 20 anos que Eduardo sentiu tremores semelhantes. "Já suspeitávamos que pudesse ser o reflexo de algum terremoto maior".
Os moradores do prédio onde mora Eduardo desceram até o estacionamento para verificar que havia acontecido temendo que fosse um problema na estrutura do prédio, já que há uma construção no terreno ao lado. "Só os moradores acima do 10º andar sentiram o tremor", disse Eduardo.
Segundo o instituto da USP, este reflexo já foi registrado outras vezes em São Paulo e é sentido mais fortemente por pessoas que estejam em andares mais altos. "Geralmente os sismos que ocorrem na região andina são refletidos aqui em São Paulo. Já registramos diversas ocorrências na av. Paulista", afirma Célia Fernandes, técnica do Instituto.
Redação Terra