De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o material foi encontrado durante uma operação de busca e apreensão realizada na revenda Duarte Veículos, na capital paulista. No local, os policiais do Denarc localizaram também cinco camisas do Santos e uma camisa da Seleção, supostamente a mesma usada por Robinho em sua estréia na equipe nacional. Segundo o Estadão, fotos do jogador eram usadas como protetor de tela em diversos computadores da empresa.
Nesta quinta-feira, ao desembarcar em Guarulhos com a Seleção, após a partida contra a Argentina em Buenos Aires, Robinho admitiu conhecer Naldinho, mas garantiu não possuir qualquer envolvimento mais próximo com o empresário. O atacante salientou que nunca teve qualquer relação com as atividades ilícitas atribuídas a Naldinho.
"Conheço vários tipos de pessoas, que me ligam e desejam boa sorte. Trato todo mundo bem. Trato todo mundo da mesma forma. Mas tratar bem e estar envolvido é bem diferente. Graças a Deus não dependo de ninguém, só dependo do meu futebol para viver. Então, sem problema nenhum, independente da profissão que qualquer um queira seguir na vida. Peço a Deus que eu ganhe minha vida honestamente jogando futebol. Cada um tem a vida do jeito que acha que deve ser", disse Robinho.
O jogador santista também falou a respeito do gol que dedicou a Naldinho no final do ano passado, durante uma partida do Santos. "Já fiz gol para várias pessoas. Várias pessoas gostam de ver o Santos jogar, de me ver jogar. Eu faço gol, comemoro, mas envolvimento nenhum. Minha vida sempre ganhei honestamente", completou ele.
O diretor do Denarc, Ivaney Cayres de Souza, disse nesta quinta-feira que "não há nada" contra o craque santista e ele não está sob investigação na Operação Indra, a mesma que levou às prisões de Naldinho e Edinho. Porém Souza salientou que qualquer um estará sujeito a prestar esclarecimentos, independentemente da "posição social e da fama".
- Redação Terra

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