O diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Ivaney Cayres, afirmou que pedirá a quebra de sigilo bancário de Edinho, e também de outros envolvidos no esquema de tráfico de drogas investigado pela polícia de São Paulo. O ex-jogador foi preso na segunda-feira, em Santos, e levado algemado para o Denarc, na capital.
Edinho, assim como outros seis dos 13 presos na Operação Indra, que investigou a quadrilha, passou a terceira noite no Denarc. Eles deverão ser transferidos ainda hoje, informou o jornal O Estado de S.Paulo. "Estamos só aguardando vagas no sistema penitenciário para levá-los", disse o delegado Ivaney Cayres de Souza, diretor do Denarc. "Temos de ter cautela, pois os presos precisam ficar em cadeias separadas".
Ontem, o advogado Sidney Gonçalves, defensor de Edinho, entrou na 1ª Vara Criminal de Praia Grande - mesma comarca que autorizou as escutas telefônicas e os mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Denarc - com pedido de liberdade provisória para o cliente. Para convencer o juiz, Gonçalves alega que, se Edinho receber a liberdade provisória, seguirá para uma clínica especializada no tratamento de dependentes de drogas.
Se o pedido do advogado de Edinho não for concedido pela Justiça, ele também deverá ser levado para alguma unidade do sistema prisional. Segundo a polícia, Edinho teria diploma de um curso superior feito no exterior, mas o documento não tem validade no País - assim, ele não tem direito a prisão especial enquanto aguardar o julgamento definitivo do caso.
Redação Terra