Polícia apura ligação de atletas com o tráfico

08 de junho de 2005 • 06h15 • atualizado às 11h26

O possível envolvimento de outros jogadores de futebol com a quadrilha de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho, acusado de liderar o maior bando de traficantes de drogas da Baixada Santista, será investigado pela polícia.

"Não quero antecipar nomes para não fazer injustiças, mas posso dizer que é gente do esporte", disse o delegado Ivaney Cayres de Souza, diretor do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) ao jornal O Estado de S.Paulo.

Na tarde de hoje, a polícia deve ir à Duarte Veículos, na Vila Prudente, zona leste da capital, para apreender mais carros. A loja pertence a Naldinho. Até agora, 20 carros foram apreendidos pelo Denarc, na investigação que prendeu Edinho, filho de Pelé. Em dois deles, policiais acharam cocaína.

A investigação apreendeu também um documento do Primeiro Comando da Capital (PCC), no qual a organização ameaça matar todo integrante que colaborar com a polícia ou denunciar colegas.

O plano inicial era apreender uma grande quantidade de cocaína, informou o jornal. A expectativa do Denarc era pegar 800 quilos que chegariam da Colômbia, mas o carregamento teve um contratempo e não chegou. O Denarc já sabe quem era o responsável por conseguir a droga com os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC): o empresário Clovis Ribeiro, o Nai, preso na operação. Também se sabe que ele tinha ligações com o Comando Vermelho, para quem fornecia drogas.

No fim da tarde de ontem, Naldinho, Ademir Carlos de Oliveira, o Pezão, Nai e mais três criminosos foram para um Centro de Detenção Provisória (CDP). Mais uma vez, Naldinho chutou jornalistas, que revidaram. Edinho e os outros detidos ficaram no Denarc.

Redação Terra
 
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