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 PTB decide afastar Jefferson e dar apoio a CPI
07 de junho de 2005 04h01 atualizado às 08h56

A direção do PTB decidiu ontem à noite orientar seus parlamentares a votarem pelo afastamento do deputado federal Roberto Jefferson (RJ) da presidência nacional do partido. A cúpula trabalhista também vai solicitar a seus deputados e senadores a apoiarem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção nos Correios e no Instituto de Resseguros do Brasil, envolvendo o partido e o nome de Jefferson.

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    O PTB também pedirá à Corregedoria da Câmara que investigue acusações de Roberto Jefferson ao PT, publicadas na edição de segunda-feira do jornal Folha de S. Paulo, segundo as quais o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pago "mesada" de R$ 30 mil a parlamentares do PL e do PP em troca de apoio político no Congresso. O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, confirmou ontem que Lula foi alertado pelo presidente do PTB sobre um suposto esquema de pagamento de deputados na Câmara.

    Segundo o líder do PTB na Câmara, José Múcio (PE), Jefferson foi desleal com o partido ao ter falado em seu nome sem consultar as demais lideranças da legenda. Múcio afirmou que o colega petebista perdeu as condições políticas para seguir na presidência e colocou a sigla em uma "vala comum", enquanto seus colegas procuravam preservá-lo.

    Múcio anunciou que a decisão será oficializada nesta terça-feira, por meio de comunicado oficial emitido pelo PTB. Também participaram do encontro, com mais de quatro horas de duração, lideranças como o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, o líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (RN), e o senador Sérgio Zambiasi (RS).

    Além da suposta "mesada" de R$ 30 mil denunciada por Roberto Jefferson, o PT também teria disponibilizado a parlamentares um bônus anual de R$ 1 milhão em troca de apoio no Congresso. A nova acusação piora ainda mais a crise política do governo federal e é do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

    Perillo afirmou que já sabia do referido "mensalão", o qual teria sido ofertado inclusive para dois deputados do PSDB goiano. Segundo Perillo, a oferta do dinheiro - R$ 1 milhão no final do ano e R$ 40 mil mensais - era condicionada à troca de partido pelo deputado federal "agraciado".

  • Redação Terra