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 Polícia acha autor de grupo racista no Orkut em SP
03 de junho de 2005 06h16 atualizado às 06h27

Um estudante de 18 anos da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, é o primeiro usuário brasileiro do Orkut (site de relacionamento na Internet) a ser identificado como autor de crime de racismo na rede. De acordo com a Folha de S.Paulo, ele criou uma comunidade intitulada "Sou Contra as Cotas pra Pretos", na qual defendia que "o lugar desses macacos sujos é na floresta, e não na faculdade".

Também manifestou-se em uma comunidade virtual de skinheads favorável ao uso da violência contra minorias. "Concordo em utilizar da violência porque esse bando de fdp só sussega (sic) no hospital ou no túmulo", escreveu.

As investigações
Após quatro meses de investigações e depois de obter autorização judicial, a Polícia Civil e o Gaeco (grupo do Ministério Público Estadual que investiga o crime organizado) fizeram uma busca na casa do garoto, na manhã desta quinta-feira.

Convidado a depor, ele confessou ser o autor dos textos escritos em seu nome. Disse que as referências racistas fazem parte de um passado recente, sem seriedade. "Foi um surto que tive. Foi um momento de insensatez. Eu queria causar um choque nas pessoas, passar uma imagem na Internet de pessoa diferente, exótica".

O garoto, que completou 18 anos em abril, não foi detido, porque ainda não há uma definição sobre o caso, pois o rapaz criou a comunidade racista quando tinha 17 anos. Mas suas declarações continuaram expostas mesmo após ele atingir a maioridade penal.

O computador da família, do qual devem ter partido as mensagens racistas, não foi encontrado. Segundo a família, o equipamento foi enviado ao conserto, informou a Folha de S.Paulo.

Redação Terra