Governo investigará caso de corrupção nos Correios

14 de maio de 2005 • 19h50 • atualizado em 02 de agosto de 2005 às 10h14

O governo federal determinou a abertura de inquérito para investigar a denúncia de corrupção envolvendo o diretor dos Correios Maurício Marinho divulgada pela revista Veja desta semana. O presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), estaria ligado ao caso de corrupção, de acordo com a reportagem.

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A edição da revista relata trechos de uma fita de vídeo em que o funcionário da estatal recebe propina de empresários para "facilitar" o acesso de suas empresas no grupo das que fornecem equipamentos de informática à estatal e cita o nome do deputado como suposto mandante.

O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, por meio de nota, anunciou a investigação da acusação e o afastamento de Mauricio Marinho de seu cargo de diretor nos Correios. Ele aceitou também o pedido de afastamento do diretor de Administração, Antônio Osório, até que se apurem as responsabilidades.

Já Jefferson informou, por meio de sua assessoria, que o PTB repudia a acusação de corrupção. Segundo a Globonews, a assessoria do deputado disse que ele pediu o afastamento de Osório para demonstrar que quer a apuração das denúncias.

Conforme a revista, a conversa gravada em vídeo traz o funcionário Maurício Marinho, 52 anos, (28 deles no Correio), recebendo R$ 3 mil de propina como "adiantamento". Marinho teria dito que está no local sob as ordens do deputado Roberto Jefferson.

"Ele me dá cobertura, fala comigo, não manda recado", teria dito Marinho na gravação. "Eu não faço nada sem consultar. Tem vez que ele vem do Rio de Janeiro só para acertar um negócio. Ele é doidão."

Porém, em entrevista à revista, por telefone, o funcionário dos Correios teria dito não ser filiado a nenhum partido político e que mal conhece o deputado, que só o teria visto por duas vezes.

Segundo a Veja, o funcionário mostraria intimidade com o político. "Nós somos três e trabalhamos fechado. Os três são designados pelo PTB, pelo Roberto Jefferson. É uma composição com o governo. Nomeamos o diretor, um assessor e um departamento-chave. Eu sou o departamento-chave. Tudo que nós fechamos o partido fica sabendo", teria dito em outro trecho da fita.

Redação Terra
 
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