O analista de sistemas do Banco do Brasil foi assassinado no domingo com dois tiros, por volta das 21h30 quando estava no apartamento da ex-mulher. Um homem invadiu o local e, depois de efetuar os disparos, fugiu de moto.
Daniele só confessou o crime depois que a polícia prendeu Oliveira. Segundo ela, os dois tramaram o assassinato para dividir o dinheiro da venda da casa do pais. Mas ele nega. A jovem entrou em contradição diversas vezes durante o depoimento que prestou à polícia ontem. O motivo do assassinato seria o relacionamento conturbado entre pai e filha. A jovem teria prometido R$ 3 mil a seu ex-namorado para que ele a ajudasse a "dar um susto" em seu pai.
Vásquez já recebia ameaças de morte há três meses. Domingo à noite, José Carlos teria entrado na casa encapuzado e dado dois tiros no pai de Daniele. Em seguida, teria fugido em uma moto. A mãe disse que ainda implorou para que ele não matasse o ex-marido. Apesar de divorciado, ele visitava esporadicamente Maria Cleusa, que sofre de problemas mentais, para levar compras de mercado e feira. A filha do casal mora atualmente em Taguatinga, com um namorado.
Segundo a polícia, estava cumprida a promessa que teria sido feita num terreiro de macumba: de que o pai de Daniele estaria morto até o dia 25 de abril, data em que ela seria deserdada. "Me arrependo muito. Porque pai é pai, né?". Segundo o delegado que investiga o caso, Daniele pode pegar de 14 a 35 anos de reclusão.
A garota já possui antecedentes criminais por estelionato. Ela falsificou a assinatura da mãe em cheques e roubou a escritura da casa do pai. Segundo a polícia, a jovem queria possuir os bens da família.
Redação Terra