Mãe de Rogério critica libertação de seqüestrador

25 de março de 2005 • 19h30 • atualizado às 19h30

A mãe do jogador de futebol Rogério, Inês Fidélis Régis, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, durante a qual criticou a Justiça por haver libertado, em 2004, o suposto chefe do grupo que a seqüestrou.

Envolvido em uma série de crimes, André Luiz Ramos, o "Barba", deixou a cadeia no ano passado por ter sido considerado doente terminal - ele seria portador do vírus HIV. Ramos foi preso em 2003 e, apesar de condenado por envolvimento em outros seqüestros, acabou recebendo indulto humanitário.

Inês também afirmou que seus seqüestradores pediriam R$ 1 milhão para libertá-la. Os criminosos não chegaram a fazer pedido de resgate.

Ela relatou que permaneceu em Campinas (SP) durante dois dos três dias do seqüestro, encerrado na quinta-feira, quando policias estouraram o cativeiro em Caraguatatuba, litoral norte do Estado de São Paulo. Inês disse que, em Campinas, onde reside, permaneceu com os olhos vendados e mãos amarradas.

A mãe de Rogério foi seqüestrada na noite de segunda-feira. Três homens armados levaram Inês de sua casa por volta das 22h30min.

A polícia de Campinas acredita que André Luiz Ramos seria ligado a uma organização criminosa atuante em presídios de São Paulo. O dinheiro que pretendia levantar no seqüestro seria destinado a patrocinar ações dessa facção.

Na ação que libertou Inês, a polícia conseguiu prender Roberta Andrade, 19 anos, que estava cuidando do cativeiro, mas Ramos, supostamente doente terminal, conseguiu pular um muro e trocou tiros com policiais antes de escapar. Ele permanece foragido. Os policiais identificaram um terceiro suspeito, porém não divulgaram o nome.

Este foi o quarto seqüestro de mães de jogadores em quatro meses em São Paulo. Três dos quatro casos ocorreram na região de Campinas, o que reforça a suspeita da ação de uma quadrilha.

Antes da mãe do lateral-direito Rogério, que joga atualmente do Sporting de Lisboa (Portugal) e teve passagem pelo Corinthians, foram mantidas em cativeiro as mães de Robinho, do Santos, e de Grafite, atacante do São Paulo - ambas libertadas. Ainda continua desaparecida a mãe do atacante Luís Fabiano, Sandra Helena Clemente, 45 anos. Luís Fabiano, ex-São Paulo, atua no Porto, de Portugal.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »