De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o secretário-executivo do comitê, Roger Shrimpton, aponta que os indicadores mais recentes de desnutrição de crianças é de 1996, enquanto em adultos, a última pesquisa de saúde foi feita em1989.
"É um paradoxo. O Brasil tem as melhores condições e um conjunto muito bom de programas, mas o sistema de informações em Moçambique é melhor do que o brasileiro. No Brasil não se tem investido em medir a situação. Os dados que existem são muito atrasados", declarou ao Estado.
Além disso, segundo Shrimpton, o governo não tem dados sobre a fome oculta, casos de deficiências de vitamina A, ácido fólico, iodo e a anemia, situações que acontecem em crianças aparentemente bem alimentadas. Existe uma estimativa no País de que metade das crianças brasileiras tenham algum grau de anemia.
"Não é ter informação agora e depois daqui a 10, 15 anos. Precisamos de informações regulares para saber do que estamos tratando. Os estudos pontuais que temos apontam para problemas seriíssimos de fome oculta", disse ao Estado o médico Flávio Valente, membro do CPN e do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea).
Redação Terra