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Juíz acata denúncia no caso Celso Daniel em SP

04 de março de 2005 15h39 atualizado às 15h39

O juiz Iasin Issa Ahmed, da 1ª Vara Criminal de Santo André, na grande São Paulo, acatou, na tarde de hoje, uma denúncia do Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) contra um ex-vereador e cinco empresários no caso da morte de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, seqüestrado no dia 18 de janeiro de 2002. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O ex-vereador Klinger Luiz de Oliveira Souza (PT) e os empresários Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, Ronan Maria Pinto, Humberto Tarcísio de Castro, Irineu Nicolino Martin Bianco e Luiz Marcondes de Freitas Junior são acusados de formação de quadrilha, com concurso pessoal e material.

Eles teriam agido num esquema de arrecadação de propinas na gestão de Celso Daniel, que teria sido montado no sistema de transporte de Santo André, entre 1997 e 2002. O Sombra seria o elo entre a quadrilha e a prefeitura. Empresários ligados a outro grupo político denunciaram o esquema ao MP-SP logo após a morte do ex-prefeito. Com base nessa história, o MP-SP sustenta que Celso Daniel teria sido morto por tentar acabar com esse esquema de propinas que agia na sua administração.

O Sombra ainda é acusado da morte de Celso Daniel, de quem era amigo pessoal. O empresário Ronan Maria Pinto divulgou uma nota sobre o recebimento da denúncia: "Vou enfrentar mais esse desenrolar processual com a mesma serenidade de sempre, pronto a comparecer e a fornecer todas as informações solicitadas, como venho fazendo habitualmente. (...) Não tenho o que temer, quero apenas ver esses assuntos resolvidos de uma vez por todas. São de tal despropósito e descabidas essas acusações que buscam me envolver que, quanto mais profundas forem as análises judiciais, melhor. Será demonstrada minha inocência e comprovado o erro e a motivação real das denúncias que foram feitas inicialmente".

Redação Terra