Perueiros comemoram em frente à prefeitura de SP

18 de fevereiro de 2005 • 11h51 • atualizado às 11h51
Polícia lança bombas de efeito moral sobre os manifestantes Foto: Rogério Lorenzoni/Terra
Polícia lança bombas de efeito moral sobre os manifestantes
18 de fevereiro de 2005
Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

Os perueiros que se manifestaram durante todo o dia em frente à prefeitura de São Paulo acabam de se reunir novamente no local em clima de festa e comemoração. Neste momento é realizada uma reunião entre representantes da prefeitura e representantes das cooperativas.

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    Os perueiros comemoram porque um ponto já foi acordado entre as partes: nos contratos de prestação de serviços, constará que os receberão a tarifa vigente e não mais a tarifa fixa de R$ 1,70. A prefeitura irá emitir uma nota oficial assim que a reunião terminar.

    O conflito entre perueiros e policiais chegou ao fim na tarde desta sexta feira. O tráfego no viaduto do Chá já foi liberado para carros, mas a tropa de choque ainda não permite que pedestres passem pelo local para evitar aglomeração de pessoas. Os perueiros fizeram uma manifestação durante todo o dia e entraram em conflito com a Polícia Militar por duas vezes.

    O secretário municipal de transportes, Frederico Victor Moreira Bussinger concedeu uma entrevista coletiva no fim da tarde, em que afirmou que não irá mudar a regra de remuneração dos perueiros, motivo da manifestação.

    Os perueiros protestaram contra o não pagamento do Bilhete Único desde novembro. O Bilhete Único foi instituido pela prefeitura em 2004 para evitar que usuários que precisem de duas ou mais conduções tenham que pagar diversas passagens em um único dia.

    A manifestação, que começou por volta de 8h da manhã, acabou em confronto com a polícia. A categoria protestava em frente à prefeitura da cidade, quando, às 11h30, os líderes do movimento, que já contava com cerca de 500 pessoas, decidiram interditar uma das vias do Viaduto do Chá.

    De acordo com a Polícia Militar, os perueiros teriam atirado pedras contra os ônibus, pedestres e policiais, que tiveram que utilizar bombas químicas para controlar a situação.

    Os perueiros e a Polícia Militar voltaram a se enfrentar no fim da tarde, quando os manifestantes já somavam 600 pessoas. A polícia teria lançado bombas de gás lacrimogênio e houve uma grande correria no local. Cerca de seis transeuntes e pelo menos quatro dirigentes de cooperativas ficaram feridos.

    A CET também informa que este é o terceiro dia consecutivo de manifestação dos perueiros. Ontem, cerca de 150 protestaram na frente da prefeiruta e pediam, por meio de um alto falante, a liberação de R$ 13 milhões de subsídios.

  • Redação Terra
     
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